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ISSN 0102-8529 (Impresso)
1982-0240 (Online)
PUC-Rio - Página inicial Instituto de Relações Internacionais Revista Contexto Internacional

Vol. 39, N° 3, Sep/Dec, 2017

Fragile Cities: a Critical Perspective on the Repertoire for New Urban Humanitarian Interventions

Cidades Frágeis: uma Perspectiva Crítica sobre o Repertório de Novas Intervenções Humanitárias Urbanas Manoela Miklos e Tomaz Paoliello


Abstract

At the end of the 1990s, researchers involved in the debate on the new wars introduced discussion about the urban dimension of contemporary conflicts into the International Relations discipline. The innovative debate about urban fragility is one of the many lines of inquiry that emerge within the framework of the relationship between cities and contemporary conflicts. This paper seeks to demonstrate that the concept of ‘fragile city’ offers a new and
relevant analytical framework for understanding contemporary urban violence and inequality. Moreover, this same concept could also be instrumental in making fragile cities the new locus of international humanitarianism. The notion of fragile city emerges to describe new emergency situations more closely linked to urban contexts than to national dynamics, as previously described in the
literature on fragile states. The concept of fragile city is a groundbreaking tool for understanding the human consequences of inequality in urban settings, but might also be used as a rhetorical vehicle for the reproduction of old dynamics and the inauguration of new intervention practices in urban areas that were previously inaccessible to humanitarian action, especially cities in Latin America.

Keywords: Fragile Cities; Fragile States; Humanitarian Aid; New and Old Wars; New Humanitarianism.


Resumo

No final da década de 1990, pesquisadores envolvidos no debate sobre as novas guerras introduziram a discussão sobre a dimensão urbana dos conflitos contemporâneos na disciplina das Relações Internacionais. O debate inovador sobre a fragilidade urbana é uma das muitas linhas de pesquisa que emergem entre as análises sobre a relação entre cidades e conflitos contemporâneos. Este artigo procura demonstrar que o conceito de “cidade frágil” oferece um novo e relevante quadro analítico para a compreensão da violência e desigualdade urbana contemporânea. Argumenta-se que esse mesmo conceito pode, ainda, funcionar de maneira instrumental para tornar as cidades frágeis o novo local do humanitarismo internacional. A noção de cidade frágil emerge para descrever novas situações de emergência mais intimamente ligadas aos contextos urbanos do que à dinâmica nacional, conforme descrito anteriormente na literatura sobre estados frágeis. O conceito de cidade frágil é uma ferramenta inovadora para entender as consequências humanas da desigualdade em ambientes urbanos, mas também pode ser usado como um veículo retórico para a reprodução de dinâmicas antigas e para a inauguração de novas práticas de intervenção em áreas urbanas que anteriormente eram inacessíveis à ação humanitária, especialmente em cidades da América Latina.

Palavras-chave: Cidades Frágeis; Estados Frágeis; Ajuda Humanitária; Novas e Velhas Guerras; Novo Humanitarianismo.

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